Uma das grandes novidades do Flash CS3 foi uma muito bem vinda integração com arquivos do Photoshop (PSD) e do Illustrator (AI).
O Flash CS4 mantém e estende essa integração com um novo formato de trabalho: o XFL.
O XFL é um arquivo compactado que armazena todo o conteúdo informacional do projeto em um XML além de condensar os arquivos utilizados.
Apesar de parecer apenas mais um passo, esse é na verdade um belo salto na estrada do Flash que no que diz respeito a estrutura de autoria sempre foi bem fechada.
Como sabemos o Flash trabalha com 2 arquivos base: o FLA que é a versão aberta e editável, e o SWF que é a versão final compilada e compactada.
Porém esse ‘aberto’ do FLA apenas diz respeito ao fato dele ser plenamente editável e manipulável a qualquer momento, pois o formato de arquivo em si é proprietário e fechado a empresa.
O SWF é mais flexível uma vez que seu código é em partes acessível o que possibilita que hoje dezenas de empresas lancem produtos que gerem e exportem em SWF, com o FLA a história é outra.
A Macromedia (e agora Adobe) guarda a 7 chaves o código do formato sendo ela a única detentora da forma de criar um arquivo FLA.
Mais aí vocês podem perguntar:
"Qual o problema disso Danilo?"
Na verdade não é um problema, mas sim um detalhe já que para trabalhar com o FLA, obrigatoriamente temos que usar a IDE do Flash(novamente não que isso seja um problema, eu pessoalmente adoro trabalhar com o Flash há mais de 6 anos).
A questão é que se o formato fosse mais aberto nós conseguiríamos de maneira muito mais tranquila atualizar ou mesmo criar arquivos sem tanta dependência da IDE.
E eis que vocês fazem outra pergunta:
“Danilo, o que é que isso tem haver com novidades de integrações do Flash CS4?”
Tem que é exatamente nessa lacuna que entra o novo formato XFL.
Através dele podemos criar composições no InDesign ou no After Effects, exportá-las como XFL e assim importá-las para o Flash.
Assim vocês podem criar uma série de vídeos e transições no After que quando o Flash importar, montará todo o conteúdo no palco.
Como o formato possui um conteúdo zipado, todos os elementos necessários ficam ‘empacotados’ e quando importado o Flash desempacota e monta todos esses objetos no palco para o trabalho.
Isso quer dizer que pegando a essência da coisa, com um pouco de trabalho seríamos capazes de nós mesmos criarmos uma estrutura nos moldes desse pacote.
Exemplo:
Você fez um site com uma imagem específica para o topo, por alguma circunstância apareceu a necessidade de mudá-la, e aí o que fazer?
Até hoje se a imagem estiver dentro do seu FLA a única opção é reabri-lo e fazer a alteração.
Com esse novo horizonte do XFL e uma ferramenta de compilação o processo poderia ser uma simples troca da imagem do zip, sem nem precisar abrir o Flash.
Perceberam agora a mudança?
Como disse Colin Moock em seu texto(http://www.moock.org/blog/archives/000269.html) sobre o assunto, essa para a grande maioria não será a mais badalada novidade do Flash CS4, mas de maneira sutil pode ser a mais impactante.
Eu não sei quanto a vocês mas com esse novo horizonte eu já tenho meu palpite do porque desse nome para o novo formato.
Fonte: MXStudio