Transmídia. A convergência está em alta

Compartilhe este artigo!

Sobre o autor

Entre em contato...

Felipe Morais

Felipe Morais (@plannerfelipe) é palestrante, blogueiro e professor. Especialista e autor do livro Planejamento Estratégico Digital; Mediador da PEDigital (pedigital.ning.com);

Site do autor: http://www.plannerfelipemorais.blogspot.com

Indique este artigo

Para

Seu email

Mensagem

Fechar
Personalize sua mensagem

Código

Arquivos relacionados

  • Por enquanto, nenhum arquivo para download.

Transmídia. A convergência está em alta

Segunda-Feira, 26 de Julho de 2010 às 11:09

A convergência entre mídias é algo, que para o usuário, não é nada novo, para alguns gestores até podem ser, mas para o usuário final essa convergência vem há muito tempo. Enquanto algumas marcas estão aprendendo que a web é uma forte plataforma de comunicação (e não apenas vendas) o usuário já assiste TV e acessa o Twitter pelo celular, assim também, como ouve rádio pelo seu notebook ou faz ligações via Skype ou MSN e para o usuário isso ficou muito simples.

O crescimento dos Smartphones é latente e não estou falando apenas do iPhone, que por mais que seja um dos produtos mais desejados do mundo e abrir um novo mercado (celulares touchscreen) existem diversos aparelhos similares, além de ter o forte concorrente quando se fala em Smartphone, os Blackberrys; enquanto a classe AB compra aparelhos para ver e-mails e acessar a web, a classe CD compra esses aparelhos para assistir TV pelo aparelho ou ouvir músicas (seja MP3 ou rádios FM).

Enquanto as marcas ainda estão “fechadas” em lançar ou divulgar produtos criando ações de crossmedia (uso de diversas mídias para uma mesma campanha) investindo em rádio, TV, jornal e revista, o usuário está migrando essas ações para o YouTube, Twitter, Orkut e usando não apenas o PC, como também o celular e até os PalmTops como plataformas de acessos e interação com as marcas.

O que ainda vemos na comunicação é uma via de mão dupla; as marcas investem no tradicional, pedem inovações as suas agências, mas investem no mais seguro, mídia tradicional, o consumidor não se interessa mais (ou pelo menos não tanto como há 10 anos atrás) pelo comercial que está no Jornal Nacional, ele se interessa pela comunidade “eu amo a marca X” no Orkut!

Dependendo do público que as marcas desejam impactar então, está cada vez mais difícil o uso de mídias tradicionais. Marcas que desejam “falar” com jovens 12 a 17 anos por exemplo, não adianta apenas fazer um merchandising ou comercial de 30 segundos na Malhação (TV Globo) e aguardar retornos. Esse público está no Orkut, YouTube, MSN, Facebook; tanto é, que pensando no conceito Transmidia, a Rede Globo lançou recentemente o programa “Geral.com” que tinha como tema central um grupo de jovens que vivia as voltas com ações da web; na novela Viver a Vida, a personagem Luciana (Aline Moraes) tinha um Blog que foi um sucesso no “além da TV”; não sei se esse Blog trouxe mais audiência a novela, mas que teve um fator de relacionamento muito forte da novela com seus telespectadores; talvez pelo apelo da personagem nem fosse o caso, mas com a experiência a Globo pode futuramente usar esse canal como uma nova fonte de renda, através de uma loja online dos produtos da Globo Marcas.

Para Henry Jenkins, professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology) transmídia é “um novo jeito de contar histórias, adaptados aos anseios do público de hoje”; como profissional de planejamento estratégico digital, temos que contar essas “histórias” das nossas marcas que tenham com personagens principais os consumidores tendo as mídias como palco para essas histórias.

Ainda segundo Jenkins, as marcas não podem ignorar as estratégias digitais na expansão dessa comunicação, dessa história; assim como iniciei esse artigo, por mais que as marcas não acreditem na web, os usuários estão transferindo essas histórias para o mundo digital e interagindo por ali, seja apenas assistir ao comercial no YouTube (como a recente estratégia da SEARA usando os jogadores do Santos F.C), pesquisar em um blog sobre uma matéria de um dos produtos da marca ou mesmo entrar no Buscapé e pesquisar qual loja vende o produto mais em conta ou em um maior número de parcelas. Percebam que eu usei a palavra “pesquisa” algumas vezes nesse parágrafo, dado a importância da web para essa ação da maioria esmagadora dos internautas.

Algumas marcas, tem se mostrado inovadoras em ações de web. A FIAT por exemplo lançou o Fiat Punto em ações de mobile antes de ir para a mídia tradicional, a TECNISA é outra marca que está sempre inovando em uso das Redes Sociais, isso já gerou vendas de apartamentos por Links Patrocinados (com palavras escritas errado), Twitter e aplicativo do iPhone; além do retorno direto, essas ações geram mídia espontânea em diversos sites e notícias.

Outro caso interessante, aconteceu nos EUA (caso divulgado no site da Revista Isto É Dinheiro). A consultoria Starlight Runner, de Jeff Gomez, fez as vendas da Coca-Cola (um de seus clientes) crescer 4%. Ele pegou os personagens de uma campanha publicitária da empresa, que viviam dentro de uma máquina de refrigerantes, e os transformou em jogos online. Em recente entrevista, Jonathan Mildenhall, vice-presidente mundial de marketing da Coca-Cola, definiu com precisão o potencial do novo conceito. “A narrativa transmídia é a mais fértil e lucrativa plataforma de publicidade do mundo.” Gomez, ainda finaliza a descrição do case com uma frase que é muito falada aqui no Brasil, mas pouco usada; ainda não cheguei a uma conclusão do porquê essa frase está apenas nas palavras e não nas ações: “Os tempos mudaram e as empresas perceberam que é preciso inovar para capturar os olhos dos consumidores para seus produtos e marcas”

Existem inúmeros outros casos de sucesso de uso de transmídia para a divulgação de marcas e produtos que estão crescendo muito no mundo todo, no Brasil, ainda é tímido esse crescimento, infelizmente. Mesmo com os discursos de investimentos em mídia online chegando a quase 1 bilhão de reais em 2009 (tirando os investimentos em Links Patrocinados), devemos entender que 80% desse faturamento está nas mãos dos mega portais, ou seja, as inovações na web ainda estão restritas a banner na home de portal.

Agora, cabe a nós profissionais de internet, principalmente de planejamento estratégico digital mostrar aos nossos clientes que web é muito mais do que o site da marca ou banner na home de portal, a Internet é uma plataforma aberta e nova, ou seja, tem muito espaço para a criatividade dos nossos profissionais, basta que as marcas tenham a inovação em seu DNA e as use!

Qual a sua opinião?

Comente e interaja!



Ainda sem comentários, comente!