Qual a distância da boa ideia X ideia executável

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Felipe Morais

Felipe Morais (@plannerfelipe) é palestrante, blogueiro e professor. Especialista e autor do livro Planejamento Estratégico Digital; Mediador da PEDigital (pedigital.ning.com);

Site do autor: http://www.plannerfelipemorais.blogspot.com

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Qual a distância da boa ideia X ideia executável

Segunda-Feira, 20 de Junho de 2011 às 13:16

Acredito que todos nós já passamos por reuniões onde participam diversas equipes para jogar idéias a respeito de um cliente ou de um brief específico, algo que no jargão da publicidade chamamos de “brainstorm”, o que entendemos também, que nessa reunião pode-se tudo para o cliente, até mesmo pensar em um foguete indo para Marte com a marca do cliente exposta na lataria e sendo transmitido ao vivo pelo YouTube.

Mas como sabemos, essa á uma idéia que poderia comprometer 5 a 6 anos de verba de marketing de muitos clientes, por isso, ela (ainda) não foi executada, mas quem sabe um dia...

Entre essa idéia mirabolante e uma idéia que pode ser uma simples promoção no Twitter existe uma grande diferença entre vários aspectos, inclusive o financeiro e como todos os clientes – e com razão – pensam no ROI (Retorno sobre investimento) o melhor é focar na ação que vai trazer o melhor ROI a ele, e normalmente a equação é “simples” menor gastos X maiores retornos.

A idéia mirabolante não deve ser descartada, pois há sempre um ponto relevante a ser considerado, mesmo que esse ponto seja a ousadia, inovação e coragem para propor, ao menos, para o cliente.

Ser ousado, criativo e diferente é o que o mercado pede hoje. Para fazer mais do mesmo é melhor nem fazer! Uma pena que nem todos os clientes tem “peito” para isso, muitos ainda pedem inovação e acabam fazendo o comercial de 30 segundos na Rede Globo.

Nesse momento é que nós, profissionais de planejamento estratégico digital, temos que fazer a diferença no processo; devemos ter o cuidado de analisar com calma as idéias criativas – mesmo aquelas que nós mesmos demos – e avaliar o que é mais relevante, tanto para a marca como para os clientes.

Avaliadas as idéias mais relevantes, e é preciso lembrar, que as pesquisas são importantes e devem ser levadas em consideração nesse processo, praticamente, avaliando a idéia com uma mão e a pesquisa (ou o resumo e apontamentos que você fez) na outra.

Tendo em mãos as idéias mais relevantes, o próximo passo é ver qual delas mais se adéqua ao momento do cliente e mercado, uma idéia de futebol, por exemplo, pode ser mais impactante na final do campeonato do que no começo, quando a torcida ainda está se acostumando com o seu time.

Feita essas duas análises, o próximo passo é ver qual das idéias em mãos mais se encaixa na verba do cliente e a com maior potencial de retorno para ele, assim como dito nesse artigo, para o cliente a melhor fórmula de retorno é gastar menos para vender mais.

Percebe-se que esse é um processo de afunilamento, muito comum nos processos de planejamento estratégico digital; em meu livro (Planejamento estratégico digital) eu abordo esse tema, de como nós pegamos uma enorme quantidade de dados, as transformamos em informação e daí para dados relevantes. Esse processo de afunilamento é muito usado em vários processos de planejamento.

Todo esse processo demonstrado nesse artigo é feito para responder o seu título, onde quis passar aqui a minha visão de qual é a distancia entre uma boa, excelente, maravilhosa, inovadora e empolgante idéia e uma idéia executável, aquele que o cliente realmente fará por uma série de motivos.

Espero que continuemos criativos como sempre, afinal o povo brasileiro é conhecido mundialmente por ser muito criativo, e nossa publicidade – sempre muito premiada em todos os festivais – não poderia ter um caminho diferente, mas vale lembrar aqui que se nosso povo é criativo, nossos publicitários também, porque nem todos nossos clientes entram nessa onda?

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