O Facebook começou a testar nesta quinta-feira (20) a possibilidade de cobrar para garantir que mensagens de desconhecidos cheguem às caixas de entrada dos destinatários na rede social. O teste Mensagens do Facebook, limitado aos Estados Unidos por enquanto, permite a quem envia uma mensagem pagar US$ 1 para garantir que a mesma chegue à caixa de entrada do destinatário, mesmo quando essa pessoa não pertence ao círculo de amigos do emissário. O sistema de mensagens do Facebook foi concebido para desviar a correspondência que parece indesejada a "outra" pasta que pode ser ignorada pelo usuário. A rede social informou que queria determinar se acrescentando um "sinal monetário" melhorava sua fórmula para depositar as mensagens "relevantes e úteis" nas bandejas de entrada dos destinatários. O Facebook já utiliza sinais sociais, por exemplo conexões entre amigos, e algoritmos para identificar as mensagens indesejadas (spam). "Este teste está desenhado para fazer frente a situações em que nem os sinais sociais, nem os algorítmicos são suficientes", reportou o Facebook em uma publicação em seu blog. "Por exemplo, se querem enviar uma mensagem a alguém a quem você ouviu falar em uma conferência, mas não é seu amigo, ou se quiser enviar para alguém uma mensagem sobre uma oferta de trabalho, pode usar esta ferramenta para acessar sua caixa de entrada", explicou. A companhia sediada na Califórnia introduziu em 2011 em seu sistema "outras" pastas diferentes à bandeja de entrada de mensagens, ponde deposita diretamente missivas de interesse duvidoso para os destinatários.
O Instagram mudou seus termos de serviço e causa polêmica na web nesta terça (18). Um dos pontos mais controversos afirma que a rede social de fotos pode vender informações dos usuários. Essas novas regras de publicidade chegam para proporcionar uma maior sintonia com os termos do Facebook, dona do Instagram. Segundo nota publicada em seu blog, o Instagram disse que essa integração vai permitir combater a prática de spam e desenvolver novos aplicativos. Esses novos termos de serviço permite que o Facebook venda dados do usuário para empresas de analytics, publicidade, sem falar que pode instalar cookies nos smartphones. Essas mudanças podem ser um indício do início de comerciais no Instagram. Este ano, o Facebook comprou o Instagram por cerca de 1 bilhão de dólares.
A companhia brasileira Gradiente anunciou nesta terça, 18/12, o lançamento de uma linha própria de smartphonhes chamada de IPHONE, mesmo nome do icônico smartphone lançado pela Apple em 2007. No site da empresa, o aparelho, que roda sistema Android, custa 600 reais, bem menos do que os 2.400 reais cobrados pelo modelo de entrada do iPhone 5 no país. Segundo a empresa, isso é possível porque a IGB Eletrônica S.A, sucessora da Gradiente S.A., é detentora exclusiva do registro sob a marca IPHONE no Brasil. O pedido foi feito em 2000, sendo que o INPI (instituto Nacional de Propriedade Industrial) liberou o mesmo para a companhia brasileira de capital aberto em janeiro de 2008. Dessa forma, os direitos da marca IPHONE são da Gradiente no Brasil até 2018, informa o comunicado da empresa. O primeiro aparelho da família IPHONE da Gradiente se chama Neo One e roda o sistema operacional Android (2.3), principal rival do iOS, usado no iPhone original. Além disso, o aparelho traz tela sensível ao toque, suporte para chip dual-SIM e conexões 3G, Wi-Fi e Bluetooth. A Gradiente ainda afirma que não tinha usado a marca IPHONE até o momento porque sua prioridade “foi promover a reestruturação de sua operação e permitir a retomada de seus negócios”, o que aconteceu no início de 2012 com o anúncio da CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital) – que é responsável pelo arrendamento e gestão das marcas da Gradiente. Ao final do comunicado sobre o assunto, a Gradiente ressalta que “como detém o registro de uso exclusivo da marca IPHONE, em telefones e respectivos acessórios, esta companhia adotará todas as medidas utilizadas por empresas de todo o mundo para assegurar a preservação de seus direitos de propriedade intelectual em nosso País”.
A Samsung Electronics comemorou nesta terça-feira a decisão judicial de um tribunal da Califórnia (EUA), que desprezou o pedido da Apple de proibir as vendas dos smartphones da concorrente sul-coreano nos Estados Unidos. "Estamos satisfeitos que o juiz tenha negado a ação da Apple, orientada a limitar a escolha dos consumidores e restringir a livre concorrência no mercado", indicou a Samsung Electronics em Seul através de um breve comunicado. Pouco antes do envio desse comunicado, o tribunal de San José (Califórnia) invalidou a solicitação da Apple de proibir as vendas nos Estados Unidos de 26 modelos de aparelhos de Samsung que supostamente violavam patentes da marca da maçã. Segundo o veredicto emitido em agosto por esse tribunal americano, os smartphones da Samsung infringiam patentes da Apple que, após essa primeira decisão a favor da americana, decidiu solicitar a proibição de vendas dos dispositivos da empresa sul-coreana no país. O juiz da Califórnia opinou então que a Samsung havia copiado seis patentes em tecnologia e design da Apple, e lhe condenou a uma multa de US$ 1 bilhão (mais de R$ 2,89 bilhões), no maior golpe judicial sofrido pela gigante da tecnologia sul-coreana na guerra de patentes. A Samsung se defendeu que 23 dos 26 modelos não estavam à venda no mercado nesse momento, e os três restantes haviam modificado seus layouts, e que por isso considerava improcedente emitir uma proibição de vendas. Samsung e Apple iniciaram em abril de 2011 uma batalha legal que logo se estendeu a tribunais de cerca de dez de países, com acusações mútuas de violação de patentes de design e tecnologia.
A Samsung comprou a empresa Nvelo, especialista em softwares de armazenamento localizada em Santa Clara, na Califórnia. Os termos do negócio ainda não foram revelados, mas já se sabe que todos os funcionários da empresa comprada serão transferidos para a Samsung. A Nvelo atua há dois anos no mercado e é líder no fornecimento de software de cache, especialmente para fornecedores de SSDs. O seu software Dataplex vem com SSDs fabricados pela OCZ Technology, Corsair e Crucial. O Nvelo Dataplex é projetado para cache em drives SSDs em sistemas que tem o HD como principal dispositivo de armazenamento. O software detecta os arquivos e dados utilizados com mais frequência no disco rígido e os copia para o SSD, a partir de onde o sistema irá acessá-los conforme necessário. Ainda não há informações se a Samsung vai tonar o software Dataplex proprietário, para ter vantagem competitiva.
O Google, que é investigado há dois anos pela FTC (sigla em inglês para Comissão Federal de Comércio) nos Estados Unidos, pode fechar um acordo com o órgão governamental ainda nesta semana, segundo informações do "Wall Street Journal" desta segunda (17). A companhia de internet americana é investigada pelo governo do país por práticas desleais em seus sistemas de busca, que privilegiariam resultados ligados a serviços do próprio Google. De acordo com o jornal, o Google faria mudanças voluntárias em suas práticas de negócio no serviço de busca para atender à orientação da FCC. Ainda segundo uma fonte consultada pelo "Wall Street Journal", esse acordo não necessariamente será formalizado, como ocorreria caso assinasse um "termo de compromisso" junto à FTC. Procurado pelo jornal, um porta-voz do Google limitou-se a dizer que a empresa "continua a trabalhar em cooperação com a FTC e ficará feliz em responder qualquer questão que eles tenham." A porta-voz da FTC não quis comentar o caso.
A conferência promovida pela União Internacional das Telecomunicações terminou em fracasso – pelo menos na alegada disposição de se chegar a soluções de consenso. Por conta de mudanças no texto do Tratado Internacional de Telecomunicações (ITR na sigla em inglês) que encostam na Internet, diversos países, liderados pelos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda se recusaram a assinar e muitos já avisaram que o resultado final não será ratificado. Já o Brasil ficou em outro campo, ao lado de Rússia, China, Arábia Saudita e outros países que defendiam mais poder aos países sobre a governança de Internet. Até aqui, esse time ainda é maioria, mas o número daqueles contrários ao texto final está aumentando. A última contagem, da manhã desta sexta-feira, 14/12 no Brasil – já o fim do tarde em Dubai – estava em 89 países a favor e 55 contra. “Não podemos apoiar um tratado da UIT inconsistente com o modelo multirepresentativo de governança da Internet”, disparou o embaixador americano Terry Kramer, após o país anunciar a decisão do país de não endossar o documento final da Conferência Mundial das Telecomunicações Internacionais. “Não entendemos que o ITR seja o local para tratar de questões da Internet”, emendou o chefe da delegação britânica”, Simon Towle. O repúdio foi reforçado por Canadá, Suécia, Holanda, República Tcheca, Nova Zelândia, Dinamarca, Polônia, Quênia, Costa Rica e Austrália. “Já foi um fracasso. A versão final começou a entrar na camada de conteúdo, apesar das críticas de que a UIT não é o fórum apropriado para isso. Teremos ITRs diferentes, dos quais apenas alguns países vão participar”, avalia Joana Varon, do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, que participou da Conferência e foi a única representante latinoamericana da sociedade civil. Desde o início da Conferência, em 3/12, foi ficando clara a dificuldade de se chegar a textos de comum acordo. Mas foi ao longo da quinta-feira, 13/12, que as divergências se ampliaram, especialmente depois que a própria UIT recuou de uma das posições básicas definidas para o encontro, de que as decisões seriam tomadas por consenso. Apesar dessa premissa, o chefe da delegação dos país anfitrião, os Emirados Árabes, Mohamed Al Ghanim, aceitou um pedido do Irã e colocou em votação uma resolução paralela, específica sobre Internet – o que resultou na aprovação por 77 a 33, com 8 abstenções. Foi a senha para o racha definitivo entre os países cujo alinhamento pode ser dividido entre aqueles que não aceitavam a UIT como entidade para assuntos relacionados à rede. Do lado de lá, o bloco da Rússia e China, além de vários países islâmicos como os próprios Emirados, Arábia Saudita, Argélia e Sudão, pressionaram por alterações no tratado que dessem maiores poderes aos governos nacionais sobre a rede mundial. O argumento principal envolvia o tema da segurança eletrônica, mas o texto, na visão dos contrários, resultou vago o suficiente para permitir diferentes interpretações. Um dos pontos de especial discórdia é o artigo 5B, que diz: “Estados membros devem procurar tomar as medidas necessárias para prevenir a propagação de comunicações eletrônicas não solicitadas e minimizar seu impacto nos serviços internacionais de telecomunicações”. Quem defende o texto, sustenta que ele trata de spams. Quem é contra, acha que o campo para “comunicações eletrônicas não solicitadas” pode permitir medidas de censura. Outro ponto de muito conflito está naquela resolução paralela ao tratado, aprovada em uma votação, no mínimo, confusa, visto que a ideia, repita-se, era de decisões por consenso. Chamado de “Resolução para promover um ambiente para o contínuo crescimento da Internet”, o documento trata exatamente de algo que a UIT alegou que não faria: não apenas trata da Internet como dá um papel à entidade na governança da rede. A resolução incita os países membros a elaborar políticas sobre assuntos relacionados à Internet nas diferentes instâncias da própria UIT. Além disso, dá poderes ao secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações para “dar os passos necessários para a UIT exercer um papel ativo no modelo multirepresentativo da Internet”. Não é por menos que a Internet Society declarou ter ficado desapontada com o resultado. “Divisões fundamentais foram expostas deixando um número significativo de países impossibilitados de assinar o ITR. Declarações de diversas delegações deixaram claro que os assuntos de Internet não pertencem ao ITR e que elas não vão apoiar um tratado inconsistente com o modelo de governança da Internet”.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, aceitou nesta quarta-feira, 12/12, o governo de São Paulo como amicus curiae em ação que questiona a constitucionalidade do Protocolo 21. A regra, editada em 2011 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), autoriza o estado de destino de mercadoria comprada de maneira não presencial a cobrar tarifa interestadual de ICMS, revela reportagem do portal Consultor Jurídico (www.conjur.com.br). 'Amicus curiae', de acordo com definição dos especialistas, é uma pessoa, entidade ou órgão, com profundo interesse em uma questão jurídica, na qual se envolve como um terceiro, que não os litigantes, movido por um interesse maior que o das partes envolvidas no processo. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.713 foi ajuizada em janeiro deste ano pela Confederação Nacional da Indústria. Afirma que o Protocolo 21 viola os princípios constitucionais que estabelecem que, nos casos de a mercadoria ser destinada a não contribuinte de ICMS, deve incidir apenas a taxa do estado de origem. A taxa interestadual é apenas para contribuintes do imposto, ou seja, para compradores interessados na revenda. No caso de compra não presencial, como pela internet, o comprador é o próprio consumidor final. São Paulo é o maior arrecadador de ICMS do Brasil. Representa 20% de todo o bolo pago por contribuintes a todos os estados do país, segundo informações do Confaz. Entre janeiro e novembro de 2012, o estado arrecadou R$ 43,5 bilhões em ICMS. O segundo maior arrecadador, Rio de Janeiro, registrou pouco mais de R$ 20 milhões no mesmo período. São Paulo também é o estado que concentra a maior quantidade de lojas online, que vendem para todo o Brasil. A CNI também pediu antecipação de tutela na ADI, para que os efeitos do Protocolo 21 fossem imediatamente suspensos. O ministro Fux, relator da matéria, no entanto, negou o pedido. Disse que “a hipótese reveste-se de indiscutível relevância”, e por isso a decisão “deve ser tomada em caráter definitivo e não nesta fase de análise cautelar”. Aplicou o disposto no artigo 12 da Lei 9.868/1999, que regulamenta as ADIs e as ações declaratórias de constitucionalidade. O Protocolo 21 já é alvo de outra ADI, de número 4.628. Foi ajuizada em julho de 2011 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e tem basicamente o mesmo teor: aponta que o Protocolo 21 viola os artigos constitucionais que regulamentam a cobrança de ICMS em operações interestaduais. Pela semelhança, a Confederação da Indústria, na petição inicial de sua ADI, pede que ela seja distribuída ao ministro Fux, também relator da primeira ação.
Órgãos reguladores da União Europeia encerraram um processo de investigação antitruste contra Apple e outras quatro editoras que prejudicavam varejistas como a Amazon, que conseguem vender livros a preços mais baixos. Apple, Simon & Schuster, HarperCollins (subsidiária da News Corp.), Hachette Livre (da Lagardere SCA) e Verlagsgruppe Georg von Holtzbrinck (controladora do grupo alemão Macmillan) tinham feito uma proposta à Comissão Europeia para acabar com o caso e já havia expectativa de que ela fosse aceita (relembre). O trato oferecido pelo grupo deixa os varejistas livres para fazerem seus preços e descontos como quiserem por um período de dois anos. Além disso, suspende por cinco anos os contratos que impediam as editoras de vender livros digitais a rivais da Apple por preços mais baixos que os pagos pela empresa da maçã. Elas tiveram de se mexer após órgãos antitruste da região iniciarem investigações para entender o modelo de cálculo de preços que o grupo adotou para vender e-books. Críticos diziam que era impossível ver valores mais baixos em lojas varejistas. "Os compromissos propostos pela Apple e as quatro editoras restaurará as condições normais de competição neste mercado de crescimento rápido, para o bem de compradores e leitores de e-books", disse o representante da UE Joaquim Almunia, em comunicado repercutido pela Reuters.
A Apple e a Samsung têm emergido como os reis globais de smartphones, tablets e PCs, embora os dois vendedores tenham produtos e estratégias de preços muitos diferentes, disse a IDC na segunda-feira (10). Nos valores, o preço médio de vendas (ASP) da Apple para todos os seus produtos é 310 dólares mais alto do que o ASP da Samsung, disse a IDC. Isso significa que a Samsung foi capaz de vender cerca de 20 milhões a mais de smartphones, tablets e PCs para varejistas do que a Apple durante o terceiro trimestre. Ao todo, a Samsung vendeu 66,1 milhões de dispositivos "inteligentes" no trimestre, superando os 45,8 milhões da Apple, disse a IDC. Em termos de quota de mercado, a Samsung tinha 21,8% de todos os tablets, smartphones, desktops e laptops vendidos no período, enquanto a Apple tinha 15,1%. Nesse ritmo, a coreana cresceu 97% em relação ao terceiro trimestre de 2011, enquanto a companhia de Cupertino cresceu 38%. Dos vendedores restantes, cada um teve menos de 7% do mercado de todos esses dispositivos, com a Lenovo com 7%, HP com 4,6% e Sony com 3,6%. O número total de vendas de todos os dispositivos inteligentes de todos os fornecedores foi de 303,6 milhões, segundo a IDC. "A batalha entre Samsung e Apple sobre dispositivos inteligentes conectados é mais forte do que nunca", disse Ryan Reith, analista da IDC. O fato de que a Apple cobra preços mais altos e vende20 milhões a menos de produtos "diz muito sobre a linha de produtos premium que a companhia vende", disse Reith. Smartphones compreenderão 60,1% de todos os dispositivos inteligentes vendidos em 2012, a IDC previu, seguido de 17,2% para laptops, 12,5% para desktops e 10,2% para tablets. Todos os dispositivos inteligentes vendidos em 2012 somarão um total de cerca de 1,2 bilhões de aparelhos, segundo a IDC.